Os
irmãos Antônio Angelo Cavanis e Marcos
Antônio Cavanis tinham gênios diferentes,
mas, desde criança, foram sempre unidos. Antônio,
o mais velho, nasceu em Veneza a 16 de janeiro de 1772.
Veio ao mundo no momento em que na cidade os sinos repicavam
festivamente, em meio ao pipocar de foguetes, como que
festejassem o nascimento deste menino dócil e
meigo, que veio servir ao Senhor.
A 19 de maio de 1774 nasceu o seu
irmão Marcos. A diferença de idade entre
os dois é pequena, mas em temperamento é
muito grande: Marcos, desde pequeno, mostrou-se cheio
de vivacidade e de iniciativa.
Ambos frequentemente acompanhavam seu pai que, pelos
canais de Veneza, visitava os mais pobres e oferecia-lhes
donativos. E assim foram crescendo num ambiente saudável
e familiar.
Com a queda da República
Veneziana (1797), houve consequências desastrosas:
no prazo de aproximadamente nove anos se revezaram quatro
governos; a cidade se tomou terra de conquista e, quem
sofreu as consequências, foi o povo e a juventude.
Antônio, que até então
era secretário da República de Veneza,
decide abandonar este trabalho para se tornar sacerdote,
dedicando-se ao serviço do Reino. Sendo assim,
Marcos assume o encargo de secretário, deixado
por seu irmão.
Em 1802, os Cavanis iniciaram,
com um movimento mariano - início do apostolado
dos dois irmãos - uma experiência de formação
humana e cristã em prol das crianças e
jovens pobres de Veneza. Em 1804 nasceu a primeira Escola
de Caridade Cavanis, com um professor e 15 alunos. Desta
maneira, os irmãos anteciparam a fundação
das "escolas públicas" por parte do
Estado e iniciaram uma obra de saneamento social e espiritual.
Eles sempre começavam por
onde a necessidade era mais urgente. Marcos, disposto
a dedicar-se completamente ao apostolado, decide tornar-se
padre (abandonando assim seu cargo privilegiado de secretário).
Posteriormente, os dois irmãos fundaram a "Congregação
das Escolas de Caridade", reconhecida pela Igreja
como manifestação do Espírito Santo
em 1838, pelo Papa Gregório XVI.
|